Dia das crianças se aproximando e é hora de falar sobre um tema muito importante e que envolve a responsabilidade de ter um animalzinho de estimação.

Muitos pais ficam sem saber como agir quando seu filho pede um cachorrinho, um gato ou outro animal de estimação.

 

 

Qual será a idade certa para isso? Qual a melhor espécie?
Não existem riscos?

 

 

Vamos falar sobre isso e esclarecer as principais
dúvidas dos “tutores de primeira viagem”

 
 

Em primeiro lugar, é bom deixar claro que um bichinho é um ser vivo que traz um monte de responsabilidades junto com sua chegada. Então, dar um bichinho como presente para alguém que não o deseja ou não está preparado para isso é correr o risco de fazer com que o pet não seja bem aceito ou cuidado.

 

Uma pessoa que quer adotar um pet precisa ter certeza de que realmente quer isso e está preparado para tudo que pode vir junto, cuidados, gastos com veterinário, cirurgias preventivas, tratamentos médicos, alimentação, higiene, enfim.

 

É uma responsabilidade para o resto da vida e por isso “dar de presente” essa responsabilidade para alguém não é exatamente algo muito bom. A pessoa realmente precisa querer e estar certa e ciente de tudo isso.

 

Então vamos partir do princípio de que os pais realmente estão dispostos a cuidar do pet e assumir essa responsabilidade, inclusive pelos filhos, pois serão os pais os grandes responsáveis pelo bem-estar do animal, já que embora as crianças possam ajudar, não dá para deixar tudo na mão de crianças pequenas, não é mesmo?

 

 

 

»A PARTIR DE QUAL IDADE UMA CRIANÇA PODE TER CONTATO COM UM BICHINHO DE ESTIMAÇÃO?

Se não houver nenhuma restrição por parte do pediatra em relação à criança ou restrições em relação ao animal por alguma doença, a criança pode ter contato com animais desde muito cedo. É claro que estamos considerando aqui um pet calmo, tranquilo, confiável e não agressivo.

O contato de crianças com animais de estimação ajuda no desenvolvimento do sistema imune e a criança se torna menos suscetível a uma série de doenças, segundo diversos especialistas. Além disso, ter um animal desperta um senso de responsabilidade na criança, que passa a entender que o cão ou gato precisa se alimentar, precisa ser limpo, ser cuidado e isso tudo é muito bacana.

Vale lembrar, porém, que todo contato de crianças com animais deve ser supervisionado para evitar que a criança machuque o pet sem querer ou vice-versa. Crianças muito novinhas podem querer puxar a orelha, a cauda do animal ou subir em cima dele para brincar.

Os pais devem ficar atentos e reprimir qualquer contato que possa ocasionar dor no animal, devemos sempre pensar no bem-estar de ambos, ok? A relação precisa ser saudável para ambas as partes e se a criança não conseguir se comportar em relação a isso tudo é bom manter os dois afastados.

Obs: Se o pet possui uma personalidade ciumenta ou agressiva, é melhor ter cuidado.

 

 

»QUAL A MELHOR ESPÉCIE PARA O CONVÍVIO COM UMA CRIANÇA?

Isso é muito relativo, na verdade. A maioria das crianças pode preferir os bichinhos mais comuns como cães e gatos. Porém, outros podem se apaixonar por pássaros, peixes, coelhos, enfim. Isso vai muito da personalidade da criança.

O que devemos levar em consideração é que é necessário avaliar a disponibilidade de tempo que haverá para cuidar do bichinho, o espaço disponível e outros fatores que podem interferir.

 

 

»EXISTEM RISCOS PARA UMA CRIANÇA TER UM ANIMALZINHO?

Se o pet estiver saudável, o risco de o cão transmitir alguma doença para a criança é mínimo. Mas é claro, o cuidado com a prevenção de doenças nos animais deve ser redobrado para evitar a transmissão de zoonoses, por exemplo. Converse com o veterinário a respeito.

 

 

»MAS E SE EU JÁ TENHO UM PET E TEM UM BEBÊ A CAMINHO?

Sem problemas. É claro que será necessária uma adaptação no começo por parte do animal. Porque se antes o dono tinha toda sua atenção voltada para ele, agora precisará dividir isso com o bebê e alguns animais podem se sentir enciumados, depressivos ou ficar agressivos nessa situação.

Então, a dica é mostrar ao pet que a criança não representa uma ameaça e não deixar o pet totalmente sozinho ou abandonado. É preciso continuar dando atenção a ele, inclusive quando estiver perto do neném. Assim ele percebe que não precisa disputar a sua atenção e que tudo bem dividi-la com outro ser.

E na hora de começar a aproximar os dois, é preciso ir com calma e ter paciência, aos poucos o pet vai se acostumando com a presença do baby.

 

 

»O QUE PODE:

 
 
 
 

• Ter um animalzinho e cuidar de sua saúde de forma preventiva.

• Manter um contato entre crianças e animais desde muito cedo (desde que sem restrições por parte do veterinário ou pediatra).

• Pode adotar qualquer espécie: caninos, felinos, aves…desde que tenha disponibilidade, tempo e responsabilidade para cuidar.

• Brincar e oferecer sempre muito amor.

 

»O QUE NÃO PODE (ou não é recomendado):

 
 
 
 
 
 

• Ter um pet e não ter tempo suficiente para cuidar dele.

• Deixar uma criança muito nova sozinha com o pet.

• Deixar a criança ter contato com um pet que tenha uma personalidade desconfiada ou agressiva.

• Não ficar atento aos sinais que o animal emite de que não está satisfeito com o contato com a criança.

• Tratar o pet como “presente” ou “brinquedo” e não estar ciente de todas as responsabilidades e gastos que um animal pode ter.

 

 

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porque semana que vem tem mais.

 

 

Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR

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