Se você já foi criança um dia ou tem crianças em casa sabe o transtorno que esse verme causa nas nossas vidas, não é verdade?

O nome Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum lhe parece familiar? Não? E se eu disser “Bicho Geográfico”, será que você já teve ou ao menos ouviu falar? Muito provavelmente sim, se você já foi criança um dia ou tem crianças em casa sabe o transtorno que esse verme causa nas nossas vidas, não é verdade?

A larva migrans cutânea (nome correto) é causada por aqueles parasitas citados acima e é uma zoonose transmitida após o contato de fezes (de cães e gatos) contaminadas com a pele humana. Normalmente é uma doença que ocorre quando somos crianças, pelo hábito de brincar em terra e areia possivelmente contaminada com fezes de animais. Após o contato com nossa pele, a larva atravessa a pele e começa a percorrer nosso corpo, formando verdadeiros túneis que vão ficando marcados no corpo. As larvas, ao fazerem esse “tour” pela pele causam grandes irritações e inflamações, com intenso prurido (coceira).

Normalmente essas larvas não possuem capacidade de ultrapassar nada além da pele, ou seja, não conseguem penetrar em tecidos e outros órgãos, ficando limitadas à derme e epiderme, caminhando cerca de 2 a 3 centímetros por dia (isso mesmo), morrendo algumas semanas ou meses depois do contágio. Justamente pela forma de transmissão, os pés são as regiões mais afetadas pelo bicho geográfico, pois são as regiões que terão contato mais fácil com areia e terra contaminada.

O diagnóstico é feito através da observação do “rastro” deixado e também pelo histórico. Já o tratamento é feito com vermífugos em forma de cremes, ou mesmo através de comprimidos, que após serem absorvidos, cairão na corrente sanguínea e atingirão os tecidos, inclusive a pele, onde o parasita estará.

Agora talvez você fique um pouco preocupado, principalmente se tiver alguma criança em casa, pensando até em evitar totalmente o contato entre os pet’s e os seus filhos. Mas calma, como Veterinária já aviso que não é necessário se desfazer de seu cãozinho ou gato, tampouco impedir que eles brinquem juntos. Mas claro, algumas medidas de higiene são necessárias. Anota aí:

  • Vermifugar seu cãozinho e gato com frequência (a cada 4 ou 6 meses);
  • Limpar rapidamente o local onde o animal defecou;
  • Evitar que pessoas pisem ou sentem em locais que o animal costuma defecar;
  • Evitar que crianças brinquem em areia ou terra possivelmente contaminada;
  • Lavar bem as mãos e pés após um possível contato com locais e solos contaminados.

Com estes cuidados é possível diminuir bastante a chance de pegar “bicho geográfico” e apesar da doença ser transmitida pelas fezes de animais contaminados, com cuidados básicos de higiene e prevenção através de vermífugos (que o veterinário irá prescrever) não há motivo para pânico.

Siga corretamente as instruções do veterinário e previna essa zoonose tão incômoda.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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