A cinomose canina é uma das doenças mais conhecidas e mais comuns em cachorros, mas infelizmente é também uma das doenças mais graves, que se não for tratada a tempo pode levar o animalzinho à morte ou até mesmo a uma recuperação com sequelas. Se você quer saber tudo sobre essa doença, o que a causa, quais os sintomas e se ela tem cura, essa matéria foi feita especialmente pra você.

»O que pode causar a cinomose?

A cinomose é causada por um vírus chamado Vírus da Cinomose Canina (Canine Distemper Virus – CDV). Esse vírus é eliminado no ambiente através da principal fonte de infecção: as secreções de outros animais doentes. Assim, os vírus se espalham pelas secreções, objetos e ambientes e acabam contaminando outros animais que estão desprotegidos ou que estão com o sistema imune enfraquecido.

»A cinomose é mais comum no Inverno?

Sim, a cinomose tende a ocorrer com mais frequência no Inverno, pois o vírus sobrevive mais tempo no ambiente quando as temperaturas estão baixas.

»A cinomose é transmissível?

A cinomose é uma doença altamente transmissível entre os cães. Por isso, é muito importante manter o seu pet longe de animais doentes, principalmente, se o seu cãozinho ainda não tiver sido completamente vacinado ou então estiver com a saúde muito debilitada.

»A cinomose é transmissível para pessoas?

Não, a cinomose canina não é uma doença que pode ser transmitida aos humanos, ou seja não é considerada uma zoonose.

»Se meu cachorro não sai de casa ele pode se infectar?

Sim, mesmo se o seu cachorrinho não costuma sair de casa, ele pode se infectar através de algum objeto contaminado. Inclusive, nós mesmos enquanto proprietários podemos acabar trazendo o vírus da rua para dentro de casa através de nossas roupas, sapatos e objetos.

»Quais os sintomas da cinomose?

O vírus da cinomose normalmente causa sintomas em 3 fases diferentes, que podem ou não ocorrer na seguinte ordem:

  • Fase respiratória: o cachorro apresenta dificuldades respiratórias, secreção nasal e ocular. Na maioria dos casos, essa é a fase que antecede as demais.
  • Fase digestória: nesta fase normalmente o cãozinho apresenta vômito e diarreia, além de falta de apetite.
  • Fase nervosa ou neurológica: nesta fase, o vírus já atingiu o sistema nervoso do animal e como consequência, o pet apresenta sintomas como convulsões (ataques), ataxia (dificuldade para se locomover), andar em círculos e outros sintomas nervosos. Essa é a fase mais avançada da doença, embora alguns animais ainda possam se curar se forem tratados corretamente. Na maioria dos casos, a recuperação da fase neurológica deixa sequelas no animal.

Outros sinais como, por exemplo, hiperqueratose nos coxins (“almofadinhas” das patinhas com a pele mais engrossada) também podem ocorrer.

»A cinomose tem cura?

A cinomose é uma doença grave que tem alta taxa de mortalidade, ou seja, se não for tratada a tempo pode levar o animal à morte. Porém, se o animal for diagnosticado já nos primeiros dias após os sintomas iniciarem, as chances de cura são maiores. Existem tratamentos específicos para esse vírus como, por exemplo, os antivirais e os soros hiperimunes, que agem neutralizando o vírus e impedindo que a doença continue avançando. Além desses tratamentos específicos, é muito importante que o pet também receba o que chamamos de tratamento suporte, ou seja, tudo aquilo que ele necessita para suportar a sua recuperação. Aqui podemos citar o uso de fluidoterapia, antibióticos, vitaminas, medicamentos para o vômito e outros medicamentos que possam ser necessários, sempre de acordo com a orientação do Médico Veterinário.

»Tem como prevenir a cinomose?

Apesar de a cinomose ser uma doença muito grave, a notícia boa é que ela pode ser prevenida de forma simples, através da vacinação. Mas atenção: a vacinação deve ser feita sempre com o acompanhamento de um Médico Veterinário, com todas as doses realizadas no intervalo correto. Além disso, também é fundamental ter atenção com a limpeza e desinfecção do ambiente, para eliminar possíveis fontes de infecção e evitar que seu pet tenha contato com animais suspeitos ou doentes.

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Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR

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