Veja as cirurgias que foram proibidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

No dia quinze de fevereiro de 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) determinou a resolução n° 877 que dispõe sobre os procedimentos cirúrgicos em animais de produção, em animais silvestres e cirurgias mutilantes em pequenos animais. Nesta matéria iremos abordar sobre este último assunto.

As cirurgias proibidas são: Conchectomia (corte da orelha) e Cordectomia (corte das cordas vocais)  em cães; e Onicectomia (retirada das unhas ) em felinos. Já a caudectomia (corte da cauda) é considerada um procedimento cirúrgico NÃO RECOMENDADO na prática médico -veterinária.

Essa resolução foi tomada, pois as cirurgias são consideradas desnecessárias, servindo apenas para aproximar o animal de um ideal de beleza. Segundo o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, “esses procedimentos são tradições que alguém criou por entender que os animais ficam mais bonitos”.

Além disso é importante ressaltar que estas cirurgias ditas mutilantes, em pequenos animais, têm sido realizadas de forma indiscriminada em todo país e que muitos procedimentos são danosos e desnecessários, o que fere o bem estar dos animais.

Em relação à Conchectomia há quem defenda o corte de orelha dizendo que ele é mais saudável, mas já foi provado por pesquisas que animais de orelhas cortadas ou longas têm a mesma incidência de infecções na região.

A realização da caudectomia segue algumas razões históricas, como a de que essa  cirurgia não provoca dor por ser feita em filhotes, porém isso é mentira, pois o sistema nervoso deles já estão desenvolvidos e, portanto, a intervenção é sentida. Além disso, se malfeito, o corte pode provocar dores por toda a vida se danificar  as terminações nervosas. A cauda  nos cães é muito importante pois sinaliza comportamentos- quando abana, quando fica empinado, em alerta etc.

Quando a caudectomia tiver que ser realizada o ideal é que o veterinário utilize anestésico local e considere-a como uma cirurgia propriamente dita, porque causa dor e desconforto, além de levar a risco de vida, o ideal é realizá-la em filhotes com 3 a 15 dias de nascido. A execução deste procedimento em animais com mais idade é mais traumatizante e torna o pós-operatório mais difícil. Em casos de necessidades clínicas como acidentes, continua permitida a execução dos procedimentos citados, sendo necessário sempre a avaliação do médico veterinário.

Os veterinários que não cumprirem as determinações do CFMV estão sujeitos a processo  no conselho de ética e multa. Considerando que é obrigação do médico veterinário preservar e promover o bem-estar animal, vale a consciência e bom senso de cada profissional .

 

Dra. Henriette Brito Jordão
CRMV-RJ-8489
Clínica auQmia – Nova Friburgo – RJ

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