Se o seu cachorro ou gato saiu do veterinário com uma indicação de usar um “nada maravilhoso” Colar Elizabetano, mais conhecido como “abajur”, saiba que ele não está sozinho. Dentre as indicações do veterinário esta, sem dúvidas, é uma das mais comuns. Mas para que ele serve? Quando usar? Posso fazer um em casa?

O que é?

O colar elisabetano ou “cone” nada mais é que um protetor que envolve o pescoço do animal, como se fosse uma gola alta ou realmente um colar. Ele pode ser feito de diversos tipos de materiais como, por exemplo, plástico ou polipropileno. Ou ainda, os mais modernos (feitos de tecido) são compostos por nylon e poliéster.

Quando usar?

Ele serve justamente para restringir os movimentos do pet, evitando que o animal possa morder, tocar, lamber qualquer ferimento, machucado, ferida cirúrgica que possua e esteja em tratamento, pois alguns medicamentos utilizados em feridas, por exemplo, podem ser tóxicos quando ingeridos, além de atrapalhar na recuperação.

Uma outra situação extremamente comum também é no uso pós-operatório, já que os pets costumam arrancar todos os pontos cirúrgicos…e aí, você já pode imaginar o desastre.

Aqueles pets que possuem dermatite por lambedura, onde praticamente destroem suas patinhas e cauda de tanto lamber ou morder, é extremamente importante utilizar o colar para que o pet não piore ainda mais sua situação. Este “acessório”, portanto, deve ficar no animal durante todo tempo até retirada dos pontos, fim do tratamento e principalmente, liberação do veterinário.

O colar, apesar de ser incômodo e não muito agradável, não pode ser deixado de lado sem que o veterinário indique. Em alguns casos, como nas castrações ou retirada de tumor de mama, por exemplo, os colares podem ser substituídos por roupinha cirúrgica (que também pode ser feita em casa, com uma meia fina velha). Mas isso quem vai indicar é o veterinário.

Quais os tipos de colar?

Eles existem em diversos tamanhos (normalmente do número 1 ao 10) para serem adaptáveis a cada tamanho ou espécie. É importantíssimo que o tamanho seja o correto, de modo que permita que o pet beba água e se alimente, mas também que não seja curto demais para não encostar o focinho onde não deve.

Os preços podem variar de R$ 7,00 a R$ 150,00.  Mas se você prefere um colar mais caseiro e artesanal é possível fazer um, adaptado e gastando muito pouco para situações de emergência e primeiros socorros. E não importa se ele vai ou não ficar bonito, ele apenas deve ser funcional e proteger o pet.

Como fazer um em casa?

O colar feito em casa deve ser usado APENAS em emergência, por exemplo: “Recolhi o animal na rua agora à noite e só vou leva-lo ao veterinário amanhã cedo. ” Isso porque, o colar caseiro pode não ter muita resistência, pode machucar e ser facilmente removido pelos animais, afinal, eles são verdadeiros malabaristas.

Você pode recortar um molde circular, com as medidas do pescoço do animal e fazer um modelo em EVA ou com uma radiografia e fita. O colar deve ultrapassar o focinho em aproximadamente 5 centímetros e ficar confortável no ajuste do pescoço. Cuidado para não enforcar o pet.  Se precisar tirar o colar por algum motivo, que o animal esteja sob sua supervisão sob todo tempo.

Ah, aqui fica um recado importante: Nós, enquanto tutores, ficamos com dó ao ver o pet sofrendo e batendo em tudo quando está com o colar. Alguns se adaptam bem, outros entram em desespero (principalmente gatos). Mas você não deve, de forma alguma, se render e tirar por dó. Isso é para o bem dele.

Gostou das dicas? Fique de olho, aqui sempre tem novidade e informação.

 

Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR


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