Bichanos adoram sair de casa e se aventurar pela vizinhança. Seja para namorar ou só passear, o fato é que a vida dos gatinhos é uma grande aventura. Só que de vez em quando, esta aventura termina com um gatinho desaparecido e o dono desesperado.

O gato tem uma excelente noção de localização e, na maioria das vezes, sabe encontrar o caminho de volta para casa (mas só volta quando quer). Se o bichano era acostumado com a casa e sempre saía sozinho, muito provavelmente saberá como voltar, dificilmente se perde. Mas quando muitos dias já se passaram e nada de retornar, pode ser que ele esteja em maus bocados. Afinal, o felino até aguenta ficar um ou dois dias fora, mas precisa retornar para se alimentar e beber água.

E se, de repente, a situação for de um animal que mudou recentemente de casa e ainda não conhecia a vizinhança ou que escapou num lugar que não tinha muita intimidade (ida ao veterinário, visita a outro familiar, estadia em hotel), o felino se perde com mais facilidade.

Se o seu gato fugiu, seja lá qual for o motivo, e está desaparecido há mais de 12 horas e você deseja encontra-lo, fique atento a algumas dicas do que fazer:

  • Primeiramente procure MUITO dentro de casa (em todos os lugares possíveis e impossíveis);
  • Espalhe cartazes com foto e nome dele, além do seu telefone de contato;
  • Compartilhe nas redes sociais (quanto mais pessoas ajudarem, maiores as chances de encontra-lo);
  • Anuncie nos jornais;
  • Anuncie em rádios locais e clínicas veterinárias, além de comunicar as ONG’s da cidade;
  • Visite abrigos e Centro de Zoonoses;
  • Pergunte aos vizinhos e pessoas que estão sempre pela região e passam muito tempo na rua (seguranças de escolas, carteiros, taxistas, porteiros…);
  • Faça uma ronda (todos os dias) pela região e bairros mais próximos durante a noite (é quando eles costumam sair dos “esconderijos”);
  • Olhe bem para o alto (árvores e telhados) quando sair para procurar;
  • Caso você tenha mudado recentemente de casa, retorne à casa antiga e por todo o caminho até lá;
  • Pare e ouça. Um gatinho machucado ou preso, irá miar, ainda que bem baixinho;
  • Mantenha a calma e quando o chamar, passe tranquilidade. É natural ficar nervoso, mas isso só vai atrapalhar na busca;
  • Quando sair para procura-lo, leve consigo a caixinha de transporte e um petisco irresistível (ele estará faminto e assim ficará mais fácil de pegá-lo).

Esperamos que o seu gatinho fujão seja encontrado o quanto antes e com saúde. Mas se caso apresentar algum problema para andar ou não quiser se alimentar, tiver vômito ou qualquer outra mudança de comportamento e sintoma, leve-o ao veterinário rapidamente, pois pode ser que nesta “estadia” fora de casa, ele tenha se machucado ou ingerido algo que não devia.

Se você ainda não o encontrou e já se passaram alguns dias ou semanas, ainda podemos ter uma pequena esperança. Existem relatos de gatos que sobreviveram por meses fora de casa e encontrados tempo depois. A chance é bem pequena, mas existe.

Se o susto já passou e você o encontrou (ou infelizmente não) ou se tem um gatinho e não quer passar por isso, o melhor é prevenir. O ideal é colocar telas em portas e janelas e se possível, implantar microchip nele. Assim fica mais fácil para quem o resgatar. Uma plaquinha de identificação também pode ajudar. A castração, além de ajudar a prevenir doenças, também torna o gato mais caseiro e menos apto a estas “fugidinhas”.

Antigamente, tinha-se a ideia de que o gato deveria viver solto na rua, o que não é verdade. Na rua, há muitos riscos (envenenamento, brigas, maus-tratos, atropelamento) e apesar de saberem se virar bem, em algumas situações os gatos podem não escapar ilesos … e na pior das hipóteses, podem até morrer. Atualmente, os conceitos de posse responsável garantem que o melhor mesmo é o gatinho viver dentro de casa sob seus cuidados. Com um bom enriquecimento ambiental, ele se adapta facilmente, sem maiores problemas. Previna e evite que o seu bichano seja um futuro desaparecido.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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