Quem tem cachorro ou gato sabe que a vida fica muito mais alegre por causa deles! E, assim como para um filho, fazemos de tudo pelo bem-estar dos bichinhos: tosa, banho, água, comida, passeio, brinquedinhos … mas será que a nossa casa tem realmente toda estrutura que eles precisam?

“É muito importante preparar o espaço para a segurança e o conforto do animal e da própria família. Ter um pet não é como ter um brinquedo. É uma vida pela qual o dono se torna responsável. E o amor incondicional deles por nós – e vice-versa – vale todo o trabalho para realizar as mudanças necessárias”, diz Bruna Mendes, acupunturista veterinária.

A especialista listou os detalhes mais importantes que uma casa precisa ter para acomodar (bem!) os pequenos companheiros. As dicas valem tanto para quem já tem bichinho de estimação e pode reavaliar o ambiente, quanto para aqueles que estão planejando trazer o novo membro para a família.

1. Garanta um espaço adequado

O espaço mínimo recomendado depende de cada pet. Se for gato ou cachorro de raça pequena, se adapta bem aos apartamentos menores. Entretanto, apenas opte por cachorros de raça média ou grande ou ainda por aqueles muito ativos como o Beagle, por exemplo, se você tiver um apartamento mais espaçoso ou uma casa com quintal.

Para gatos sem acesso a ambientes externos, é bom deixar opções para eles escalarem, como prateleiras em sequência ou arranhadores com vários andares. Não existe lugar certo dentro da casa para o animal passar o dia e dormir. “Mas é preciso cuidar para que ele não fique exposto a muito frio, calor, vento ou chuva”, orienta Bruna.

2. Quando existe mais de um animal  

Não há um cálculo que sugira quantidade máxima de pets por metro quadrado. O mais importante, segundo a especialista, é manter o controle de higiene do ambiente e dos animais e, caso sejam muitos, dar opção para que cada um tenha um espaço onde se sinta seguro.

“Depende muito do temperamento e até da educação, mas pode acontecer de eles disputarem terreno. Então, quem tem muitos gatos é bom manter casinhas que funcionem como tocas e, no caso dos cachorros, às vezes é necessário separar em ambientes diferentes aqueles que não se entendem, para não permitir uma situação de estresse contínuo, com vontade de fuga sem opção”, explica a veterinária.

3. O cantinho das necessidades

É importante o animal ter um local que possibilite fazer as necessidades em casa, de preferência que tenha circulação de ar e longe de onde ficam os potes de comida e água. No caso de gato, o recomendável é uma caixa de areia e meia por animal (se for um felino só, são recomendáveis duas caixas). Para os cachorros, podem ser usados jornais, fraldas de ambiente ou recipientes para urina, comprados em petshops.

4. Potes de água e comida

O ideal é ter mais de uma tigelinha de água em ambientes diferentes da casa porque eles podem ter preguiça de beber água quando estão longe da vasilha – sobretudo os gatos. Os potes devem ser, preferencialmente, de vidro ou porcelana, pois retêm menos resíduos e têm menos chance de dar alergia. Devem também estar sempre na altura da base do pescoço do animal para que ele não tenha que forçar muito a cabeça ao comer e beber.

5. Proteja janelas e sacadas                                                             

Para apartamentos, a tela em janelas e sacadas é item essencial de segurança. Inclusive janelas pequenas e altas de banheiros, onde não achamos que eles possam passar – mas podem! Para casas é recomendável também colocar telas nas janelas para não correr o risco de fugirem (principalmente os gatos), se machucarem ou se perderem na rua.

6. Cheque outras situações de perigo                                                                        

Filhotes, tanto de gatos quanto de cachorros, adoram roer tudo, inclusive fios elétricos. Por isso, restrinja-os o máximo possível. É importante também não permitir acesso a produtos tóxicos e tomar cuidado com brinquedos ou peças pequenas, passíveis de serem engolidas.

“Filhotes podem até engolir pedras de jardim como brincadeira, o que é muito perigoso. Se ele ficar muito quieto ou vomitar com frequência e você suspeitar que possa ter engolido algo, procure logo um veterinário”, alerta Bruna.

7. Observe o tipo do seu piso

Para cães, pisos muito lisos e escorregadios trarão problemas futuramente, pois podem ocasionar artroses e discopatias na coluna. “Trocar o piso seria o ideal, mas tapetes e passadeiras que não derrapam costumam servir bem. Em casos de ambientes muito grandes, sugiro tentar acostumar o animal a usar meias com sola antiderrapante”, aconselha a veterinária.

8. Disponibilize rampas para os cães

Assim como andar em pisos escorregadios, subir e descer muitas escadas ou sofás e camas pode afetar a coluna dos cães. “Infelizmente é muito comum. A coluna dos cachorros (exceto de raças atletas) não é adaptada a esses movimentos de subir e descer lugares altos. O ideal é que, desde novos, fossem ensinados a acessar sofás e camas usando rampas ou escadinhas próprias para eles”, esclarece a especialista.

Lembre-se: quanto menor for o animal e/ ou mais curtas forem as patas em relação à coluna, maior o prejuízo.

A empresária Betina Moreira, 46 anos, por exemplo, teve que realizar algumas mudanças em seu apartamento para receber sua labradora, a Manuka, há 13 anos, e uma das alterações mais importantes foi o piso.

“Escolhi o porcelanato que derrapa menos. Digo menos porque ainda não é o ideal. Nas áreas com madeira, deixei de aplicar cera, não usava nem por um decreto!”, lembra-se.

Quando Manuka chegou à terceira idade, Betina forrou a casa toda com piso emborrachado e adotou tapete por cima. “Tudo para ela poder pisar mais firme e evitar lesões nas patas ou na coluna”, conta.


Fonte: Disney babble

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