Mas o que fazer se o animal começar a convulsionar em sua frente? Durante o episódio convulsivo, é preciso proteger o pet.

Uma descarga elétrica, com desequilíbrio entre os mecanismos inibitórios e de excitação acabam gerando um episódio, um tanto quanto assustador para os donos de cães e gatos. A convulsão é qualquer evento inespecífico, de início súbito, com episódios recorrentes ou não, já a epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por ataques com perda de consciência ou não e, na maioria das vezes, recorrentes. A epilepsia pode não ter causa conhecida ou pode ser secundária à doença intracranial. Deixando um pouco de lado, os aspectos mais técnicos dessas duas situações, será que você sabe identificar se o animal está tendo uma convulsão?

As crises convulsivas geralmente se apresentam em 4 fases diferentes. Na primeira delas, o animal começa a ter dias ou horas antes, uma alteração de comportamento, onde ocorre uma agitação, latidos descontrolados, ansiedade ou o animal pode começar a se esconder. Na segunda fase, os animais podem apresentar sinais como vômito ou urinar e defecar, com modificações em seu comportamento normal, o animal tende a se esconder ou procurar pelo dono. Já na fase seguinte, ocorre o episódio convulsivo propriamente dito, que pode durar em média de 1 a 2 minutos, chegando até a 10 minutos. Após este episódio, o animal pode ficar sonolento, um pouco desorientado ou continuar andando compulsivamente. Esta fase após o episódio pode permanecer durante alguns minutos ou durante o dia inteiro.

Mas o que fazer se o animal começar a convulsionar em sua frente? Durante o episódio convulsivo, é preciso proteger o pet para que ele não se machuque. Deixá-lo em um local onde ele não possa cair, se cortar ou com objetos próximos que possam machucá-lo. E um aviso importante: não ofereça água, alimentos, não coloque sua mão ou qualquer objeto na boca do animal durante uma convulsão. Enrole o animal em um cobertor para ajudar a protegê-lo. Se a convulsão durar mais do que alguns minutos, ou houver uma crise atrás da outra, chame imediatamente o Veterinário.

Muitas são as possíveis causas de uma convulsão, desde intoxicações, hipoglicemia e até doenças mais complexas. O animal que apresentar diversas crises, deve ser levado ao Veterinário para que seja feita uma pesquisa mais detalhada da causa e se necessário, para instituir um tratamento adequado com anticonvulsivantes ou medicamentos para tratar a causa base. Mas antes de tudo isso serão necessários testes, exame físico, exame neurológico e uma anamnese detalhada do paciente. Em alguns casos, é possível conseguir controlar as crises, ainda que a causa não possa ser eliminada.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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