Entenda essa doença que também atinge os pets.

Todo alimento consumido, é eventualmente convertido em açúcar (glicose), que é a fonte de energia para todos  os órgãos. Se muita comida for consumida, as calorias extras podem ser estocadas pelo corpo para conversão em açúcar mais tarde. O açúcar é transportado pelo sangue para todas as áreas do corpo, e qualquer célula que esteja necessitando  de açúcar simplesmente usa o açúcar presente no sangue. Mas para que as células “puxem” o açúcar  para seu interior a partir do sangue, uma substância chamada insulina é necessária. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e é essencial para a vida.

A diabetes ocorre quando a insulina não é produzida, quando o organismo produz em baixas quantidades ou tem alguma condição que interfere na ação da insulina. Devido a isso existem duas formas de diabetes melitus:

  • Diabetes Melitus tipo I ou insulino-dependente
  • Diabetes Melitus tipo 2 ou não insulino-dependente

Aproximadamente 60% dos gatos diabéticos possuem tipo I e 40% tipo II. Praticamente 100% dos cães com diabetes, possuem a doença tipo I.

Sem a  insulina para remover o açúcar do sangue, ele começa se acumular, até que ao atingir um certo nível sangüíneo, ele começa a ser extravasado pela urina através do rim, gerando dessa forma uma grande quantidade de urina. Como eles começam produzir muita quantidade de urina, e acabam perdendo muito volume de água, torna-se necessário repor o volume perdido, e por isso começam beber muita água.

Já as células que precisam do açúcar como fonte de energia, ficam sem acesso a esta fonte e começam literalmente “morrer de fome”. Com isso enviam mensagem de alerta que está faltando energia, e o animal diabético começa comer cada vez mais e mais. Mesmo o animal comendo muito, as células continuam não tendo acesso a energia e mandam novas mensagens de alerta ao organismo que começa degradar gordura e músculo para obter energia para as células. Porém, mesmo com todo este esforço o organismo ainda não pode utilizar o açúcar proveniente deste processo.

Os sinais clínicos dos diabéticos, portanto refletem todo este esforço do organismo: os animais acometidos bebem água em excesso, urinam grandes quantidades, aumentam consumo de alimento e emagrecem muito.

O diagnóstico do diabetes é feito através da dosagem do nível de açúcar no sangue (glicemia), nível de açúcar na urina (pela urinálise) e presença dos sinais clínicos descritos.

Uma vez diagnosticada a doença, inicia a parte mais complexa: o tratamento! Este deve ser realizado por um medico veterinário! O tratamento para diabete e para o resto da vida e deve ser acompanhado por um profissional. Ao ser controlado o animal passa a ter uma vida saudável e duradoura.

 

Dra. Henriette Brito Jordão
CRMV-RJ-8489
Clínica auQmia – Nova Friburgo – RJ

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