É uma doença bastante comum, principalmente, em raças de grande porte. Em gatos ocorre com menor frequência.

Brincar, correr e pular parecem atividades normais de um cão e realmente o são. Exceto em casos onde o animal começa a apresentar sinais de uma doença hereditária, a qual damos o nome de displasia coxofemoral.

É uma doença bastante comum, principalmente, em raças de grande porte, como o Pastor Alemão, o Labrador, o Boxer, dentre outras. Em gatos ocorre com menor frequência sendo encontrada mais comumente em gatos da raça Siamês.

Mas de que se trata esta doença? Alguns animais nascem com uma predisposição a esta patologia que acomete os membros posteriores e alguns fatores ambientais, como o excesso de exercícios e o crescimento acelerado acarretam em diversas alterações na articulação das patas traseiras, que podem ser fragmentação e ruptura de ligamento, subluxação, osteosclerose, produção de osteófitos e outras alterações progressivas que resultam na displasia.

Os sinais que o animal irá apresentar vão depender da gravidade, progressão da doença e a idade, mas de maneira geral, pode apresentar dor, ele pode claudicar (mancar) com os membros posteriores e apresentar crepitações ao manuseio ou ao caminhar. Além disso, o animal permanece relutante ao correr, subir escadas, brincar e prefere ficar sentado, sentindo bastante dificuldade para levantar.

O grau de displasia, que pode variar de leve a severo, não está relacionado com os sinais clínicos que o cão apresenta, isto significa que mesmo que haja um grau elevado de displasia, ele pode não demonstrar nenhum tipo de sintoma. Portanto, é importante um check-up regularmente, para identificar precocemente o problema. O diagnóstico deve ser feito apenas por um Médico Veterinário, através da realização de anamnese, exames físicos e raio-x.

No que diz respeito ao tratamento, o mesmo pode ser realizado de forma clínica e conservativa e há também o tratamento cirúrgico. O tratamento clínico envolve a administração de anti-inflamatórios, analgésicos, orientação para controlar a obesidade, se necessário, fisioterapia, evitar que o animal caminhe em pisos muitos lisos e acupuntura. Já o tratamento cirúrgico visa corrigir o problema com diversas técnicas.

O prognóstico irá depender de qual o grau em que o animal se encontra, idade, tratamento utilizado e o sucesso do mesmo ou não. Se o seu animal apresenta-se com estes sintomas descritos acima, não hesite em procurar o Médico Veterinário e trata-lo da melhor maneira possível antes que o quadro se agrave.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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