Maio é o mês em que se comemora o Dia das Mães, portanto, esse mês faremos o Especial de Maternidade de cadelas e gatas.

Nele iremos abordar todos os assuntos e dúvidas mais comuns acerca do cio, da gestação, do parto e dos filhotes.

O primeiro tema será o cio, que é o período em que a fêmea está apta ao acasalamento. Os proprietários que tem fêmeas em casa talvez já tenham passado por esse momento e devem sempre estar atentos. O primeiro cio das gatas e cadelas ocorre por volta dos 4 ou 6 meses até um ano de idade, podendo variar por fatores como raça, espécie, porte, alimentação, dentre outros. Nesta fase da vida, os animais ainda não tem a maturidade adequada do corpo para desenvolverem uma gestação sem riscos. Dessa forma, o parto pode ser problemático para a fêmea e também para os filhotes, portanto, recomenda-se sempre que o animal não cruze no primeiro cio, sendo indicado o terceiro cio como o ideal, de acordo com sua maturidade sexual.

O cio em cadelas e gatas têm algumas diferenças. Em cadelas o cio tende a durar em média de 15 a 20 dias e o intervalo entre um cio e outro é de aproximadamente 6 meses. Ademais, ao contrário do que pensam alguns proprietários, as cadelas só estarão em seu período fértil na segunda fase do cio, após o fim do sangramento. E é apenas nesse momento em que elas aceitam o macho.

Em gatas, o cio dura em média 7 dias podendo chegar a 21 dias. As gatas são chamadas de poliéstricas estacionais, isto quer dizer que nesta espécie o cio depende da estação do ano, ocorrendo geralmente em épocas mais quentes, momento no qual elas passam por vários períodos de cio com duração variável.

Além deste detalhe, as gatas possuem outra particularidade. É uma espécie que possui ovulação induzida, ou seja, elas só ovulam após a cópula com o macho, diferentemente das cadelas e das mulheres, que em certa fase do ciclo liberam seus óvulos.

Os sinais de cio também podem variar e em cadelas costumam ser muito mais evidentes que em gatas. As cadelas apresentam o corrimento sanguinolento, um inchaço vulvar e costumam ficar mais quietas. Já as gatas possuem um comportamento de se esfregar nos objetos e pessoas com mais frequência e urinar mais, inclusive de forma semelhante à demarcação de território feita pelos machos. Além disso, gatas costumam assumir uma posição diferenciada, elas elevam a parte posterior de seu corpo deixando a cauda sempre levantada ou para um dos lados.

Lembre-se sempre, se você não deseja que sua fêmea cruze e passe por todo processo de gestação, a melhor opção é castrá-la, um ato de amor que previne uma série de doenças e complicações. Porém, se você deseja mesmo ter descendentes de sua cadela ou gata, fique de olho em alguns aspectos que devem ser observados e que serão abordados em nossas próximas publicações, daremos dicas de como escolher o melhor parceiro para sua fêmea, cuidados antes e após a gestação, sinais de alerta na hora do parto e também os cuidados com os filhotes.

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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