Muita gente já ouviu falar da leucemia em humanos, mas você sabia que também existe a leucemia em gatos? Há muitos anos, essa vem sendo uma das principais doenças infecciosas de gatos, responsável pela maior quantidade de síndromes felinas.

 

O vírus da Leucemia Viral Felina (FeLV) pode causar além da leucemia, linfomas e imunossupressão e os gatinhos que vivem nas ruas estão mais suscetíveis à infecção do que os que vivem apenas dentro de casa.

 

A principal forma de transmissão da doença é através da saliva (principalmente por compartilhamento de bebedouros/comedouros, mordidas), mas também pode ocorrer pelas secreções nasais, leite, sangue e via placentária (causando abortos em fêmeas prenhes).

 

Os sintomas, na maioria das vezes, são bastante inespecíficos e muito variáveis, já que o animal pode ter imunossupressão ou linfomas, os sinais serão dependentes do órgão acometido, podendo manifestar vômitos, perda de peso, diarreia, dificuldades respiratórias, gânglios aumentados, problemas nas gengivas, fígado aumentado.

 

Assim como a leucemia em humanos, aqui a doença também causa enfraquecimento do sistema imune, ou seja, o bichinho fica suscetível a várias outras doenças e pode vir à óbito. Entretanto, por outro lado, alguns animais também podem passar anos sem desenvolver qualquer tipo de sintoma.

 

»Diagnóstico

No Brasil, existem testes rápidos que podem ser feitos para detectar o vírus no sangue dos gatinhos. Outros testes de laboratório também podem ser feitos, como o ELISA, por exemplo, ou o PCR (que detecta o DNA do vírus na amostra sanguínea), que são mais fidedignos.

 

»Prevenção

A melhor forma de prevenção é através da vacinação. Animais que não possuem a doença podem ser vacinados, mas antes é preciso se certificar que realmente não possuem a doença. Além disso, gatinhos que vivem dentro de casa, sem contato com outros bichanos também estão de certa forma mais seguros.

 

Infelizmente a FELV ainda não tem cura. O tratamento visa, portanto, reduzir a intensidade dos sinais e algumas vezes a remissão. Portanto, em problemas graves assim, é fundamental prevenir e sempre contando com a orientação do Veterinário, ok?

 

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Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR

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