As famosas “viroses” são problemas muito comuns não só com as crianças e jovens, mas também com os nossos queridos bichinhos de estimação. Chamamos de viroses, popularmente, todas aquelas doenças infectocontagiosas causadas por vírus. É uma forma bastante generalizada de dar nome a estas enfermidades.

Normalmente, as viroses mais comuns na clínica de pequenos animais são as temidas cinomose e parvovirose. Porém, elas não são as únicas. Há outras, nem tão comentadas assim, como a adenovirose e a coronavirose que causam doenças mais leves e não são tão graves, na maioria dos casos.

Os animais que estão em maior risco são os recém-nascidos, jovens e adultos sem vacinação e com baixa imunidade. Eles podem se contaminar através de contato com fezes, urina, secreção respiratória, objetos contaminados e no próprio ambiente. Os sintomas e a forma de transmissão vão variar dependendo da doença que o cãozinho tem, se é parvovirose ou cinomose, por exemplo.

 
No caso da parvovirose, os sinais clínicos são, principalmente:

  • Vômito;
  • Diarreia com sangue;
  • Falta de apetite;
  • Febre;
  • Apatia;
  • Desidratação;
  • Morte

No caso da cinomose, os sinais podem ser:

  • Secreção com pus nas narinas ou olhos;
  • Focinho ressecado;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Apatia;
  • Falta de apetite;
  • Convulsões (ataques);
  • Andar em círculos;
  • Tremores musculares.

Ele vai sobreviver?

E se o cãozinho, de fato, está com alguma destas viroses, se ele vai sobreviver ou não vai depender muito de quando ele foi diagnosticado, se o tratamento foi feito o mais rápido possível e se o seu organismo reagiu bem. Esta previsão de como o caso vai evoluir é o que os médicos chamam de prognóstico, que pode ser bom, reservado ou ruim.

Existem hoje no mercado, diversos medicamentos que oferecem um tratamento suporte ao pet, como vitaminas, anticorpos prontos, imunoestimulantes e antivirais que aumentam as chances de cura, desde que administrados corretamente.

Tanto a cinomose, como a parvovirose evoluem muito rápido e levam o cãozinho a um quadro de desidratação com morte em pouquíssimo tempo, principalmente nos filhotes. Se o vírus da cinomose for uma cepa muito virulenta e pegar o cão sem qualquer proteção vacinal pode chegar rapidamente ao sistema nervoso, onde os sintomas são mais graves e as chances de cura são bem menores.

Se seu cãozinho está com virose, procure o veterinário o quanto antes. Dependendo do estado de saúde e da resposta ao tratamento, as chances de sobrevivência podem variar de animal para animal. Receitas caseiras veiculadas na internet podem ajudar ou atrapalhar o tratamento específico. Isto é, alguma dieta com fígado, por exemplo, pode até ser benéfica e ajudar a fortalecer o cão, porém outras receitas sem eficácia comprovada podem não trazer nenhum benefício concreto. E neste caso, as pessoas deixam de oferecer o tratamento médico correto, diminuindo o tempo que o animal tem de vida. As chances são melhores em casos iniciais e leves, mas ainda assim não podemos negligenciar a terapia feita por um médico veterinário.

Se você ama o seu pet, a melhor forma de cuidar é através da prevenção. Viroses são facilmente prevenidas através da vacinação correta feita por profissionais. As vacinas óctuplas ou déctuplas disponíveis no mercado protegem contra as principais viroses citadas nesta matéria e podem ser feitas em 3 ou 4 doses com intervalos de 30 dias entre elas, a partir dos 45-60 dias de vida, com reforço anual.

Se houver dúvidas, consulte um veterinário para maiores informações.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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