A dermatofitose é uma doença causada por fungos, também conhecida como dermatomicose ou tinha.

De problemas primários às grandes complicações, os atendimentos dermatológicos englobam alterações em mucosas, unhas, ouvidos, pelos e pele, sendo esta última categoria considerada responsável pela maior demanda de serviço dermatológico veterinário. E apesar de serem doenças com sintomas semelhantes, nem todo problema de pele é sarna. Por isso, o tema de hoje trata de outra dermatopatologia muito comum: a Dermatofitose.

Qualquer idade, sexo ou raça de animal é suscetível à infecção, mas sabe-se que animais jovens com até doze meses de idade, os debilitados e as fêmeas prenhes e lactantes são as classes mais afetadas em razão da fragilidade do seu sistema imunológico. Em se tratando de raças, as que possuem pelagem longa, como os Persas e Himalaios, Yorkshire Terrier, Pastor Alemão e Poodle são as mais acometidas.

A infecção ocorre quando um animal entra em contato com ambiente (terra, troncos de árvores), objetos ou outro animal igualmente contaminado. Os sinais que esta doença apresenta podem ser variáveis de acordo com a destruição da queratina realizada pelos fungos e a resposta do animal frente à inflamação causada.

As lesões podem ter caráter focal ou multifocal, ou seja, podem estar localizadas em uma parte do corpo ou distribuídas por todo ele, sendo que os locais mais atingidos são a região cervical, dorso-lombar e a base da cauda. As manifestações clínicas mais comuns são: alopecia (falta de pelo), geralmente com formato circular, crostas e descamação. O prurido ou coceira pode estar ou não presente, podendo também ser agravado por uma infecção bacteriana secundária.

O diagnóstico da Dermatofitose se dá através de exames microscópicos do pelo, exame de fluorescência do pelo, histopatológico e cultura fúngica. Como as apresentações clínicas podem ser comuns a outras doenças e muito semelhantes às diversas patologias de pele, faz-se necessário o estabelecimento de diagnósticos diferenciais, sendo que o principal a ser considerado é a dermatite alérgica à saliva e picada de ectoparasitas (DASPE).

Para que o animal possa ter sucesso em seu tratamento, é necessário que o fungo seja eliminado do pelo, mas também do ambiente. O tratamento inclui, na maioria das vezes, o tratamento tópico com aplicação de loções, xampus e pomadas, e o tratamento sistêmico com antifúngicos orais ou injetáveis, podendo ser indicada ainda a tosa dos animais, principalmente, aqueles com pelagem longa.

A dermatofitose é uma doença de terapêutica simples, porém demorada. Portanto, se o seu animal apresenta algum tipo de falha no pelo, crostas ou descamação, procure investigar para iniciar o tratamento e trazer novamente aquela pelagem bonita a ele.

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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