Uma doença muito comum em filhotes e, principalmente nos animais de rua, abrigos ou canis.

Muitos já conhecem ou ouviram falar sobre uma virose capaz de causar doença severa e que apresenta diarreia com sangue muito intensa, a famosa Parvovirose. Uma doença muito comum em filhotes e, principalmente nos animais de rua, abrigos ou canis, onde há uma grande aglomeração de cães, sobretudo os não vacinados e que não receberam amamentação adequada. Além disso, alguns fatores que são responsáveis por deixar esses animais mais susceptíveis à infecção são a deficiência imunológica, seja por falta de vacinação ou por alguma outra patologia debilitante, uma alta carga parasitária, condições de estresse, deficiências nutricionais, dentre outros.

O vírus causador da doença é altamente contagioso e a transmissão de um animal para outro ocorre pelo contato com fezes ou vômito contaminados ou ainda, por uma transmissão indireta, em que algum objeto ou pessoa que teve contato com o animal infectado e com outro animal saudável transmite a enfermidade.

Os sinais clínicos apresentados no início são febre, anorexia e prostração, sinais inespecíficos e comuns a muitas doenças. E nos dias que se seguem a estes primeiros sintomas, costumam ocorrer diarreia e vômito, com quadro muito agudo que pode gerar uma rápida e grave desidratação, levando o animal a óbito. O parvovírus ataca o epitélio do intestino e o destrói, causando atrofia e, consequentemente, o mesmo perde sua capacidade de absorção, ou seja, sua função normal no organismo. E é por causa disto, que ocorre a diarreia com bastante sangue, pois a camada epitelial do intestino é destruída. E há ainda outros sinais que podem ocorrer quando o vírus atinge o músculo do coração, levando a tosse, dificuldade respiratória e morte súbita.

O diagnóstico deve ser feito pelo Médico Veterinário baseando-se no histórico do animal, vacinação, exames de sangue e outros exames laboratoriais. O tratamento deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações e aumentar as chances de recuperação, podendo incluir o uso de antibióticos, administração de soro (fluidoterapia), medicamentos para o vômito, nutrientes, dentre outros. O sucesso do tratamento irá depender de alguns fatores como, o estado nutricional do animal, o estágio da doença, a capacidade de cada organismo a reagir e a condição imunológica de cada cão.

Por ser uma doença grave e que tem prevenção, o melhor a ser feito é a vacinação. O protocolo de vacinas deve ser instituído pelo Veterinário e deve ser seguido corretamente. Ademais, é importante garantir um bom estado de saúde geral, com boas condições nutricionais e sem estresse, assim o sistema imunológico estará em condições melhores para enfrentar doenças desafiadoras como esta.

Larissa Salles Teixeira
Cornélio Procópio – PR
CRMV/PR 11718

827 Visualizações

Veja também:

cao_coceira
Vermes podem ser transmitidos por pulgas: Você sabia?
epifora
Epífora: Lágrimas de cão e gato
QR Code Business Card

Pin It on Pinterest