Quem pensa que os cães não sofrem dos mesmos problemas que nós, seres humanos, está muito enganado.
Você sabia, por exemplo, que os animais também podem sofrer de … prisão de ventre? Isso mesmo!

E os motivos para que isso ocorra também podem ser semelhantes aos nossos. Se você reparou que seu pet não está defecando já há mais de 2 dias: atenção! Ele pode estar com constipação ou “prisão de ventre”.  Isso ocorre com maior frequência em cães idosos ou de meia-idade, provavelmente em decorrência do baixo consumo de água.

Apesar de não envolver grandes riscos (em casos iniciais), a constipação é sempre muito incômoda, não é mesmo? Então, os sintomas que você vai perceber são decorrentes deste incômodo e até mesmo de dor.

Veja como o animal pode manifestar prisão de ventre:

  • Posição encurvada (com a coluna parecendo um “C”);
  • Chora ou uiva quando tenta defecar;
  • Faz grande esforço, mas não tem sucesso;
  • Inchaço e dor na região anal;
  • Inchaço e dor na região abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Evita andar, brincar, correr;

O cão pode sofrer deste mal seja pelo baixo consumo de água, por ingestão de alimentos que não são muito digestíveis, por inflamação do intestino ou outros problemas, até mesmo tumores intestinais.

O grande problema disso é que as fezes que ficam paradas no intestino vão ficando cada vez mais ressecadas, sofrendo reabsorção de água. Depois fica ainda mais difícil para o animal conseguir evacuar sozinho. Então o problema pode se agravar, formando uma massa tão compactada e tão dura, que nós chamamos de fecaloma e que só pode ser retirado com auxílio veterinário, seja através de enema ou por cirurgia.

Para diagnosticar o que está causando essa dificuldade, o veterinário colherá informações importantes sobre o histórico do animal e exame físico. Além disso, poderá solicitar exames de imagem, como raio-x para avaliar o caso e tratar o animal corretamente.

Independentemente da técnica escolhida, seja enema, cirurgia ou apenas medicamentos emolientes e laxativos, é de extrema importância que o animal receba uma intervenção rápida para não agravar algo que poderia ser simples.

É bacana levar o pet ao veterinário para que, juntos, veterinário e proprietário identifiquem a causa para evitar que ocorra novamente. Isso pode incluir mudança de hábitos alimentares, aumento na ingestão de água, mais frequência de passeios (principalmente para pets que só fazem necessidades durante o passeio) e ingestão de fibras.

Consulte sempre seu veterinário de confiança e não administre medicamentos por conta própria. Fiquem ligados em nossas próximas matérias. Até a próxima!

 

Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR

 

 

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