É certo dizer que cães que possuem donos mais cuidadosos tendem a viver mais (com algumas exceções, é claro) e melhor.

É muito comum as pessoas dizerem que para saber a idade de um cão comparada a nossa basta multiplicar a idade por 7. Mas será que isso é verdade ou tem algum fundamento científico? Vamos entender melhor de onde surgiu tudo isso. Esta história surgiu há algum tempo partindo da seguinte ideia: Se estimarmos a média de vida de um humano como sendo de 70 anos e a média de vida de um cão como 10 anos, dividindo um número pelo outro, temos o número 7. Ou seja, para cada 1 ano de vida do cão, seriam 7 anos equivalentes para nós, humanos.

Porém, seria um pouco equivocado dizer que cada ano do cão corresponde a sete anos nossos. Isso porque, com relação às raças, modo de vida, espécie e estado de saúde esses números podem variar bastante. Veja só: deve ser levado em consideração que raças pequenas diferem muito de raças grandes quando avaliamos a expectativa de vida. O “amadurecimento” também. Quer dizer, um animal de 1 ano de idade já pode ser considerado adulto, com maturidade sexual. Muito diferente, porém, de uma criança de 7 anos de idade. Há muitas variáveis desta regra de “sete é igual a um”, que certamente, não se encaixam e não valem para todas as raças.

Mas então quando é que um cão é considerado idoso? Cães de porte pequeno geralmente podem ser considerados velhinhos, por volta dos 10 anos de idade. Já os cães de raça grande, como o Pastor Alemão e o Labrador são considerados como terceira idade com cerca de 7 a 8 anos.

Há ainda que se avaliar o estilo de vida do cão. Isso mesmo. Os hábitos alimentares de um cão e o nível de atividade física também podem interferir numa maior ou menor longevidade. Portanto, para uma análise bastante simples e descartando diversas variáveis poderia até ser aceitável dizer que sete anos equivalem a um. Mas pode ser que em determinada fase, sejam 5 ou 8 anos equivalente a 1. Isso varia muito. O mais correto é avaliar todo o estilo de vida do animal, o porte (pequeno, médio ou grande), a raça, fatores hereditários, doenças intercorrentes e genética.

Os cuidados com o pet, como alimento adequado, água de boa qualidade, segurança, saúde em dia (vacinação, vermifugação, livre de parasitas e doenças), atividades físicas regulares, escore corporal adequado podem garantir maior longevidade ao cão ou ao gato. Portanto, certo mesmo é dizer que cães que possuem donos mais cuidadosos tendem a viver mais (com algumas exceções, é claro) e melhor.

Quer saber que cuidados são estes que podem garantir mais tempo e melhor qualidade de vida para o seu pet? Acesse as matérias do mês de junho e saiba mais.

 

Larissa Salles Teixeira

CRMV/PR 11718

Cornélio Procópio – PR

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