A vacinação é um processo um pouquinho mais complicado do que realmente parece. Algumas pessoas entendem que ao dar uma única dose de vacina, uma única vez na vida, o animal já estará protegido e isso não é verdade. Vamos esclarecer alguns pontos importantes sobre vacinação?

 

1- Uma única dose não protege o animal para o resto da vida

Essa afirmação pode variar. Quer dizer, animais que nunca receberam vacina antes devem receber mais doses na série inicial e aí, depois sim, o reforço pode ser anual, semestral, a cada três anos ou conforme a necessidade do cão, isso pode variar de acordo com o veterinário e ambiente em que o animal vive. Mas para ter certeza se ele precisa ou não ser revacinado, apenas avaliando o nível de anticorpos (células de defesa) que ele possui através de um teste de laboratório.

Portanto, animais nunca antes vacinados precisam fazer um protocolo inicial completo com 3 ou 4 doses e depois um reforço ao fim de um ano. A partir daí as próximas revacinações irão depender de como anda seu sistema imunológico, o ambiente em que vive, os riscos que corre e a orientação do veterinário, que é importantíssima. Nunca deixe seu animal sem vacinas e sem orientação profissional.

 

2- Gatos precisam ser vacinados

Existem várias doenças que acometem os bichanos e as principais delas são Rinotraqueíte Infecciosa Felina, Panleucopenia, Calicivirose e Clamidiose, além do Vírus da Leucemia Felina e também a Raiva. O protocolo vacinal é um pouquinho diferente do cão, por isso é importante consultar o veterinário.

 

3- A vacinação deve ser feita pelo veterinário

O médico veterinário tem capacitação suficiente para entender alguns sinais sutis que indicam se o pet pode ou não ser vacinado, se algum medicamento que ele está tomando pode interferir e quais os riscos que ele está correndo. Dessa forma, ele realiza um exame clínico para se certificar que o pet pode receber a vacina, garantindo maiores chances de sucesso.

 

4- A vacinação não protege 100%

É muito importante entender que, independente da marca escolhida, nenhuma vacina protege 100%. E o motivo é bastante simples: a vacinação induz o animal a reconhecer um vírus ou bactéria, toxinas ou parte deles mortos ou atenuados, de forma que não causem mal nenhum para então produzir células de defesa. Assim, quando o pet encontrar o real desafio no meio ambiente que vive, ele já terá esses anticorpos formados e pode se proteger ou ao menos ter a doença de forma muito menos grave.

 

5- Uma boa vacinação depende de vários fatores

Para ter sucesso e um animal protegido é preciso estar atento a vários fatores que podem interferir, como por exemplo: a vacina deve estar na temperatura correta de armazenamento, o veterinário deverá fazer exame físico do animal antes de vacinar, o animal deve viver em um ambiente limpo e sem fontes de infecção, deve ter boa saúde, ser bem nutrido, receber vacina de qualidade e vários outros pontos importantíssimos.

 

6- Uma boa resposta à vacina depende do animal

A vacina serve como um estimulante ao animal. Ela estimula-o a produzir anticorpos, mas depende de um pet capaz e saudável para ter resultados satisfatórios. Senão, o processo pode ter falhas.

 

Então, como vocês puderam perceber, vacinar o pet não é tão simples assim. Uma série de cuidados é necessária para garantir ao máximo que seu pet fique preparado para futuros desafios com doenças como a cinomose e a parvovirose.

Para que você diminua as chances de falha vacinal, consulte sempre o veterinário de sua confiança.

 

Larissa Salles Teixeira
CRMV/PR 11718
Cornélio Procópio – PR

 

Já abordamos este assunto anteriormente aqui:
– Vacinação

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